Acumuladores

Ao ler esta matéria no portal UOL um medo real me pega novamente: a de me tornar uma acumuladora. Não que minha casa viva atulhada de coisas ou que eu saia colecionando qualquer papelzinho usado, mas se não fizermos uma revista geral e periódica podemos nos tornar um foco de coisas inúteis.

 Sempre li que guardar coisas inservíveis, inúteis ou estragadas não faz bem à energia da casa, ao ambiente e, consequentemente aos moradores e freqüentadores daquele espaço. Mais recentemente comecei a ouvir que juntar este tipo de material era prejudicial ao planeta, que aumenta nossa pegada ecológica. Seja pela renovação energética, seja pela redução de minha pegada, venho aos poucos separando, reutilizando, repassando aquilo que não me serve mais. Não sei quais benefícios, se energéticos ou se de redução de pegada, isso tem me trazido, mas tem me feito um bem danado.

  Há algum tempo eu queria panelas de inox, são duráveis, mais saudáveis e economizam tempo e gás (opa! Olha a redução do consumo!). Após meses namorando-as e esperando uma boa promoção (só pq eu sou louca por promoções) as adquiri. Chegaram numa quinta-feira, no sábado posterior era dia da faxineira e eu aproveitei para lavar as panelas novas, retirar as antigas do armário, colocar na mesma caixa das novas (olha a reutilização) e ainda dei uma olhada nas outras repartições do armário e consegui retirar 15 copos (o que um apartamento com 2 moradores humanos e 2 moradores felinos faz com tanto copo?). Após tudo organizado, dentro das caixas reutilizadas, deixei-os no canto que mais tarde levaria à casa da minha tia, que trabalha numa área carente de nossa cidade e com certeza teria serventia. Pois a providência divina foi mais urgente e a faxineira se manifestou dizendo que o filho resolvera se juntar com a namorada, mas não tinham nada ajeitado e tampouco condições de adquirir o mínimo necessário. Falei a ela: agarre minha filha e logo! Ainda me sobrou uma caixa de papelão que ainda hoje serve de playground para os gêmeos (apelido carinhoso de nossa dupla felina), juntamente com outra caixa que deve ter vindo com alguma compra de mercado. Só preciso estudar uma maneira de reforçar estas caixas, uní-las e fazer alguns buracos para que se torne um espaço mais lúdico para as crianças em crescimento.

 

            Nessa balada, além das panelas e copos, eu já revisei livros que logo que fizer a lista estarão disponíveis para venda em www.estantevirtual.com.br e arquivos eletrônicos, ainda esta semana pretendo atacar o armário do quarto dos gêmeos onde estão alguns utensílios ou repetidos ou que nunca foram usados por nós nestes 2 anos de casório e por último o closet. Lidar com nossas roupas e mudanças do corpo é um exercício de reflexão e conhecimento próprio e não só um desfazer de tralha (tralha é tudo aquilo que não me serve, não necessariamente algo quebrado ou inutilizável) e por isso pode demorar um pouco e tenho medo de me tornar uma acumuladora. Separar as roupas pode ser difícil e vai ficando, aí já que não separei as roupas não preciso revisar os livros e também não é preciso mexer naquele cantinho onde fomos deixando algumas coisas e logo, sem me dar conta pode ter me sobrado apenas um corredor para transitar entre os milhares de objetos que uma casa pode guardar.

 Para fugir desse fantasma tenho me policiado da seguinte maneira: algo novo entrou em casa, algo velho tem de sair – só vale para coisas de mesmo peso e valor. Por exemplo, eu não poderia ter entrado com as panelas e ter posto fora uma revista semanal.

Compras complementares – objetos que complementam o uso de algo que já temos em casa devem ser pensados, pesquisados e serem duráveis.

Roupas – mexer no guarda-roupa está difícil? Então enquanto passo a roupa já vejo se voltaria a usá-la, se a resposta for negativa há uma sacola onde estas peças devem ser depositadas e posteriormente separadas.

Por enquanto tem dado certo, pois não precisei comprar nenhum organizador novo e até sobra-me espaços nos armários e gavetas.

E você, o que já doou, reutilizou ou reciclou hoje?

 

Li é genérica, administradora e preocupada em manter sua sanidade, mesmo que seja só pela ecologia.

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3 pensamentos sobre “Acumuladores

  1. Sou um COLECIONADOR confesso, um ACUMULADOR inveterado e juramentado…. hahahaha…
    Já tentei corrigir, lendo matérias diversas a respeito, até mesmo de psiquiatras…. resultado = tenho uma enorme coleção de revistas, impressos, recortes de jornais, tratados psiquiátricos e etc. a respeito.
    Alguém quer?
    Parabéns pelo excelente artigo, LILIANE… a partir dos seus conselhos vou tentar outra vez…
    Assim que a caçamba c/ os trastes todos estiver cheia, eu te ligo!
    Joaquim Roberto

  2. Excelente postagem. Guardar coisas inúteis ou inservíveis não é algo bom para nossas vidas. O acúmulo de tralhas e afins é comprovado como algo ruim. Ao se desfazer de coisas que não se usa mais, abre-se espaço para algo novo ocupar o lugar. Não falo de algo cósmico ou coisa do tipo, mas sim de algo factual. Se desfaça das roupas velhas e encostadas, dos objetos inúteis, e logo você deixará de lado os paradigmas e preconceitos que nada valem e dará abertura para novos entendimentos e novas formas de se ver as coisas.

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