HARU

douglas_wakimoto

“Existem coisas piores que estar sozinho,
mas geralmente leva decadas para entender isso
e quase sempre quando você entende é tarde demais.
E não há nada pior que tarde demais.”

Charles Bukowski

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Sobre Perdas

Estamos ao final do primeiro semestre de 2.012 e já aconteceu tanta coisa que me permito fazer um “balanço” de tudo.

Janeiro: entre o rescaldo das festas de fim de ano e de tanto chororô, os preparativos para minha formatura. Minha avó, mulher incrível, de 89 anos é internada por conta de seu câncer.

Fevereiro: a presença constante dos familiares, visitas ao hospital, preparativos para o baile de formatura, sou consolada por uma tia muito querida e uma bomba no dia seguinte: esta mesma tia sofre um AVC. O baile nem foi aquilo tudo e houve muitas ausências. Após 40 dias internada e sem poder comer, minha querida avó nos deixa, não sem antes ter despedido de cada um, ter deixado uma palavra, um ensinamento e uma lição de vida.

 

 

Eu entre os patriarcas desta família – Esta foi a foto escolhida para estar no telão do baile de formatura ilustrando a minha infância

Março: colação de grau, enfim bacharel de “verdade”.Assisto à luta de minhas primas e tio S. com a minha tia que sofreu o AVC.

Abril: continuo lutando para manter Negão, meu amado cão da “raça” Pakita (Pastor + Akita), comendo, agora que sabemos realmente sua doença:câncer de pâncreas com metástases. Tia M se vai definitivamente para o sítio, nosso ponto de encontro perde a referência.

 Maio: faço 32 anos. Dois dias depois Negão se vai em meus braços. Fly e Luna chegam, não sem antes deixarem suas marcas no carro do meu marido e este me demonstrar como o amor pode ser generoso. Aniversário do meu tio S. Minha tia demonstra querer melhorar.

Junho: a confirmação de que meu pai está bem. Kyra, cachorra daquelas minhas primas e tio que estão com minha tia com um lado paralisado por conta do AVC e uma depressão que sempre foi dela, é atacada pelo cachorro do vizinho e ‘ganha’ um corte de 40 pontos no pescoço e sabe-se lá quantos mais em sua pata. Santa veterinária do Negão foi acionada para combater uma infecção e assim, salvar Kyra. A depressão de minha tia parece se instalar de vez. Tia Li ataca de doceira novamente e prepara 500 e tantos beijinhos e brigadeiros, algumas tortinhas salgadas e mamãe da tia Li faz queijadinhas maravilhosas só para comemorar os 2 anos do anjinho.

Todas estas perdas eu enfrentei, aceitei e me conformei. A única que tenho vontade de gritar aos 4 ventos, chacoalhar ou ter o poder de dizer; “Me dá aqui que eu faço do meu jeito!” é com esta minha tia MH.

Mineira, mulher guerreira, lutadora, forte, criou 3 filhas maravilhosas, nunca negou esforço ou ajuda a ninguém, possui um companheiro de todas as lutas, à sua maneira, é verdade, mas é um bom companheiro, se deixar abater assim por um “simples” AVC. Essa sombra que habita este corpo não é minha tia que tanta força me deu um dia antes deste incidente. Levante, lute e nos alegre e, principalmente, tire esse fardo da sua família. O fardo a que me refiro, você bem sabe, não é o de tirar e pôr na cama ou cadeira de rodas, tampouco nas ajudas constantes e necessárias para o banho, vestir e demais atividades que nem nos damos conta. O fardo que está difícil de carregar e, que vejo, logo será deixado só para você, tia MH, é seu descaso com os profissionais que lhe ajudam, não reconhecer o esforço grande e a dor que sua filha enfrenta todos os dias ao ter a mãe e a sogra nesta situação, vítimas do AVC.

Se não por você, por todos que se dedicam dia-a-dia à sua recuperação pegue as rédeas desta situação e enfrente-a, me mostre de novo aquela mulher cheia de brilho e histórias para contar, se você tentar, de verdade, uma única vez e não der certo eu lhe apóio em todas as suas loucuras (até na de solicitar 5 tipos de sucos diferentes num único dia e devolver cada um deles 5 vezes com uma desculpa diferente).

Já perdemos demais este ano, então para este segundo semestre, que começa no domingo, nos faça ganhar!

 Li é genérica, administradora, família e quer seu 2.011 de volta.

A pedra

No meio do rim tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do rim
Tinha uma pedra
No meio do rim tinha uma pedra

… Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas mijadas tão ensanguentadas
Nunca me esquecerei que no meio do rim
Tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do rim
No meio do rim tinha uma pedra

Enviado por Paulo Paulada

De volta para casa

Há algum tempo eu tenho sentido necessidade de escrever. Não sei se foi o término da faculdade ou a saudade do clima gostoso do Genérico, que a faculdade me afastou um pouco. Falei com DD e este abriu as portas deste espaço novamente para mim.

Quero falar de tudo um pouco, do que vai na minha vida, dicas de organização, artesanato, finanças, atualidades, animais de estimação, enfim o que me der vontade. Para este (segundo) primeiro post eu quero contar um pouco de mim e o que me tornei.

Aos 26, por encontros e desencontros na internet caí no BDL, um grupo musical que nasceu no mesmo ano que eu, que eu já conhecia sem ser fã, porém o que me motivou a continuar naquele espaço, visitá-lo todos os dias, comentar e interagir com os demais leitores foram os textos, causos e poesias ali escritos. Cada um a sua maneira com algo muito bom a dizer. O espaço dos comentários ficou pequeno para nossa algazarra. DD em sua generosidade criou o nosso espaço e convidou cada um a dar a sua contribuição. Escrevi um pouco por lá, porém o ingresso na faculdade e a rotina do trabalho, infelizmente, não me permitiram mais continuar em contribuição assídua.

Aos 31, tornei-me administradora com ênfase em finanças, casada há 2 anos, 4 gatos, um cachorro e apaixonada por organização e afazeres da casa.

Próximo aos 32 pretendo ser uma ‘escrevinhadora’, muito por vontade e muito por orientação/bajulação de um grande amigo Genérico. Pretendo manter um ritmo constante de escritos, porém ainda sem temas pré-definidos, porque afinal pode acontecer alguma coisa engraçada e eu resolver contar. Quem deixaria de contar que seu gato mais novo caiu dentro do vaso sanitário às 6:00 enquanto seu marido fazia seu xixi matinal em troca de um tema pré-definido e menos tragicômico?

                                                                    Jack: campeão em mergulho matinal em vaso sanitário.

*Li é Genérica, mãe de gato e cachorro e administradora

Feng shui da alma

Ano novo com vida nova! É com esse pensamento que a grande maioria das pessoas começa o ano. Cores que trazem sorte, calcinha nova, mandingas e patuás, o ritual das ondas, dos santos e orixás. Todo esse ritual em busca de uma mudança – para melhor, é claro – mais sorte no amor, nos negócios e no cotidiano.

Que tal um ritual novo para este ano?

Eu vou chamar de feng shui da alma, e você pode tentar.

Em primeiro lugar vamos jogar fora tudo o que não tem utilidade, tudo que não presta. Comece a vasculhar todas as gavetas e armários da sua mente e coração e comece a procurar. Ódio, inveja, raiva, frustrações, ressentimentos, stress, tudo isso só está tomando espaço, além de serem sentimentos que não trarão nada positivo. Jogue tudo fora, delete, faça um pacote e mande para o espaço cósmico. Não tem por que você perder tempo e espaço com sentimentos negativos.

Mantenha o amor, a compreensão, o respeito, a calma e todos os outros sentimentos que te fazem sentir melhor.

Desista de querer ser feliz.

Quando eu falo sobre desistir da felicidade, não estou falando da felicidade real, a felicidade está nas coisas simples, no nosso cotidiano e muitas vezes estamos tão preocupados com a felicidade fútil que nos esquecemos da felicidade real.

Para muitas pessoas a felicidade se resume apenas em coisas materiais, aquele carro novo, casa nova, roupas de grife e outros.

O que acontece quando as pessoas não conseguem essa felicidade fútil?

A frustração, que leva à inveja, que leva ao ressentimento, que leva ao ódio.

Perseverar e lutar é nobre, mas entender as limitações é sábio.

Ame sempre e abra o seu coração.

Ame, mas ame de verdade, sem esperar nada em troca. Ninguém é obrigado retribuir o seu amor. O amor verdadeiro não espera nada em troca, você apenas ama e pronto.

Se a outra pessoa não quiser retribuir haverá sempre alguém precisando.

Quem ama esperando algo em troca, sempre se machuca.

Olhe além.

Olhe além da aparência, do status social, da idade. Você vai perceber que existe que existe um mundo cheio de opções e muitas coisas para aprender.

Neste ano novo abra os braços para a vida, aprenda o que ela tem de melhor para ensinar e ame de verdade. Sorria para o mundo e seja feliz!

Enviado por Dabliu Doug

Eclipse

Como num eclipse você vem
cola em mim, me cobre , encobre
causando-me tempestades nas entranhas.
Poucas palavras sao ditas… marotos,
sem timidez, somos loucos em devaneios.
O dia se faz noite, a noite se faz dia,
sem nenhuma confusão de sentimentos,
com os corpos nus em total completude.
Assim são nossos cúmplices encontros.
Como num eclipse, nos afastamos…
lentamente o dia volta a ser dia
e a noite se entrega aos ciclos da lua,
ate que nossos corpos se procurem de novo
cheios de vontade e da mais pura energia.

Por Vera Nilce Cordeiro Correa