Senna 20 anos

“Seja você quem for, seja qual for a posição social que você tenha na vida, a mais alta ou a mais baixa, tenha sempre como meta muita força, muita determinação e sempre faça tudo com muito amor e com muita fé em Deus, que um dia você chega lá. De alguma maneira você chega lá.”
Ayrton Senna

generico367

Confira o vídeo:

http://youtu.be/25KfRPkcMcs

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#prapensar

wdoug

 

“Somos finos como papel. Existimos por acaso entre as porcentagens, temporariamente. E esta é a melhor e a pior parte, o fator temporal. E não há nada que se possa fazer sobre isso. Você pode sentar no topo de uma montanha e meditar por décadas e nada vai mudar. Você pode mudar a si mesmo para ser aceitável, mas talvez isso também esteja errado. Talvez pensemos demais. Sinta mais, pense menos.”

Charles Bukowski

Rogerio Santos no Teatro da Vila

São Paulo, 10/11/12.

Foi nessa data cabalistica que o poeta e compositor paulistano Rogerio Santos lançou o CD “Crônicas Paulistanas” no Teatro da Vila. Apesar da forte chuva  os amigos, fãs e apreciadores da boa música lotaram o espaço e puderam curtir o trabalho de Rogerio Santos.

Os músicos

No palco o som redondo e entrosado é produzido por músicos experientes e da mais alta competência. Floriano Villaça – Violão, Mariô Rebouças – Piano, Caio Góes – Baixo, Welington Moreira Pimpa – Bateria/Percussão, são a base (e que base!). Na metade do show Italo Peron – violão de 7 cordas e Fabio Peron – bandolin, juntam-se a banda, eles são a pitada de samba paulistano que tornam o som do “Crônicas Paulistanas” tão peculiar.

Participações especiais

A talentosa Luiza Albuquerques  interpretou “Prisma”

e Rita Maria “Pequeno conto”.

Preste atenção nesses nomes, creio que em breve ouviremos falar muito dessas duas interpretes.

O repertório

O show começa com “Soul da Cidade” um retrato cantado da maioria dos paulistanos. Em seguida uma das maiores declarações de amor feitas a “Freguesia do Ó”, que segundo Luca – italiano que já residiu na Freguesia do Ó  e  assistiu o show via internet – fez verter lágrimas de seus olhos.

Como todo paulistano que se o preza Rogerio Santos protesta em “Carro Anfíbio” contra as enchentes e os “insetos sem asinhas” que administram a paulicéia. Destaque para a grande sacada da pianista e musa Mariô Rebouças, que inseriu pitada de sarcasmo musical no arranjo. “Valsa Etérea” é uma  canção que merecia estar na trilha de um filme de amor, ponto.

Outra canção bela canção que deveria estar numa trilha de filme é “Poente” que segundo Rogerio Santos foi feita em homenagem a um amigo que fez a sua passagem precocemente. De porcelana é o amor – diz o bluesão – “No Ar”, enquanto isso o violonista  Floriano Villaça se diverte entre bends,
vibratos e pentatônicas.

E por falar diversão, “Nação Piratininga” composta no “idioma morto” guarani remete o ouvinte mais atento à vanguarda paulistana dos anos oitenta. “Torresmo na Madruga” outra crônica divertida que só quem é paulistano entende, com direito a ágio, busão noturno e torresmo.

“Pra descolar uma rã é preciso aprender engolir sapo”, enquanto Rogerio Santos canta os versos de “Samba do Brejo” o instrumental bem elaborado lembra em alguns momentos a banda metalurgia, mas acaba adquirindo personalidade com o acrescimo do bandolim de Fabio e o violão de 7 cordas de Italo. Grande sacada musical.

“Breque do Guioza” conta a saga de milhares de brasileiros radicados no Japão, muitos desses se apesar de sentir falta da “vida paulistana”, acabam se apaixonando pelo país do sol nascente.

“Enquanto pensas fato, no zapt da situação me cravo no teu coração”. E Rogerio Santos descreve bem o paulistano que não perde tempo, ele surfa no instrumental multicultural de “Beijo Torpedo”.

Se você chegou até aqui tenho certeza que vai correr para comprar o CD “Crônicas Paulistanas” de Rogerio Santos, um disco sincero, honesto, feito por paulistanos que amam sua cidade e que sabem traduzi-la em música.

O Projeto da Gravação do CD contou com o apoio da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, através do ProAC. Eles sabem o que é bom!

Breque do Guioza

Crônicas Paulistanas

http://folhadecima.blogspot.jp/

http://www.myspace.com/rogerio.santos

Por DD

Olimpíadas 2012 – Os 190 milhões de técnicos

Somos um país engraçado: pouca tradição em esportes olímpicos e com algum destaque de tempos em tempos em determinada modalidade. Ora foi Robson Caetano, ora foi a seleção masculina de basquete de 1984, ora a seleção de vôlei com a era Bernardinho, ora Cielo e Cia na natação, enfim nunca houve constância e também não acho que num país onde falte tanta coisa e tantas outras são ceifadas por mãos inescrupulosas que deveriam ceder possamos nos tornar potência sequer numa única modalidade olímpica.

Os atletas que se destacam o fazem muito por esforço pessoal e uma grande parcela de destino, já que nossas escolas não conseguem desenvolver o potencial de nenhuma promessa dos esportes.

Fabiana Murer, atleta do salto com vara, que desconhecíamos até a sua chegada, não saltou nas provas classificatórias e tem sido alvo de críticas e piadas maldosas. Como alguém que nunca esteve numa pista de atletismo, não sabe sequer as regras do esporte ou de qual material o equipamento para a prática daquele esporte é feito pode ser tão duro nas críticas? Não sei se Fabiana, fez certo ou errado em não realizar o salto, mas tenho certeza que ela tomou esta decisão baseada na sua visão da realidade naquele momento. Se o vento também soprava para as demais atletas e estas conseguiram saltar, ótimo! Talvez tenham tido melhores condições, físicas, psicológicas, equipamentos, percepção, etc, de realizar o salto. Ir até o rodapé de uma notícia ou à página da atleta numa rede social criticá-la e fazer chacota é fácil quero ver quantos estão dispostos a realizar um dia de treinamento com ela e sentir sua rotina árdua, ou ainda, sonho com o dia que estes críticos cobrarão, com igual fervor, dos reais responsáveis por nossa participação ínfima no panorama mundial dos esportes. Claro que isto não será feito, pois ainda vivemos a política do pão e circo e muitos aplaudem, acham que seus atos diante uma urna, ou ao pedir “aquele favor” ao político amigo não faz mal nenhum.

Retirem suas vendas, tomem as rédeas do que vai na política, economia, educação, esportes, desenvolvimento, etc de seu país. Quantas cidades podem contar com escolas que incentivam os esportes ou com cursos específicos oferecidos e incentivados pelo governo? Quantos desses 190 milhões de críticos da Fabiana (que é ‘bola’ da vez) já cobraram das autoridades maior empenho no oferecimento do desenvolvimento esportivo. Muitos me dirão: Ah! Mas na minha escola pública nós temos aula de educação física. Sei, onde as atividades desenvolvidas durante o ano letivo e todo o período da vida acadêmica, até o ensino médio, são futebol para meninos e vôlei para meninas? E o handebol, o basquete, a ginástica artística, o atletismo (e suas milhões de modalidades), a natação, o hipismo, o hóquei sobre grama, a esgrima e tantas outras modalidades que nem conheço?

Portanto, enquanto não abrirem a boca para reclamar o que lhe é de direito e a quem possa lhe oferecer, abstenha-se de criticar Fabiana Murer ou qualquer outro atleta da federação brasileira.

 Li é genérica e não gosta de cobranças infundadas.