Olimpíadas 2012 – Os 190 milhões de técnicos

Somos um país engraçado: pouca tradição em esportes olímpicos e com algum destaque de tempos em tempos em determinada modalidade. Ora foi Robson Caetano, ora foi a seleção masculina de basquete de 1984, ora a seleção de vôlei com a era Bernardinho, ora Cielo e Cia na natação, enfim nunca houve constância e também não acho que num país onde falte tanta coisa e tantas outras são ceifadas por mãos inescrupulosas que deveriam ceder possamos nos tornar potência sequer numa única modalidade olímpica.

Os atletas que se destacam o fazem muito por esforço pessoal e uma grande parcela de destino, já que nossas escolas não conseguem desenvolver o potencial de nenhuma promessa dos esportes.

Fabiana Murer, atleta do salto com vara, que desconhecíamos até a sua chegada, não saltou nas provas classificatórias e tem sido alvo de críticas e piadas maldosas. Como alguém que nunca esteve numa pista de atletismo, não sabe sequer as regras do esporte ou de qual material o equipamento para a prática daquele esporte é feito pode ser tão duro nas críticas? Não sei se Fabiana, fez certo ou errado em não realizar o salto, mas tenho certeza que ela tomou esta decisão baseada na sua visão da realidade naquele momento. Se o vento também soprava para as demais atletas e estas conseguiram saltar, ótimo! Talvez tenham tido melhores condições, físicas, psicológicas, equipamentos, percepção, etc, de realizar o salto. Ir até o rodapé de uma notícia ou à página da atleta numa rede social criticá-la e fazer chacota é fácil quero ver quantos estão dispostos a realizar um dia de treinamento com ela e sentir sua rotina árdua, ou ainda, sonho com o dia que estes críticos cobrarão, com igual fervor, dos reais responsáveis por nossa participação ínfima no panorama mundial dos esportes. Claro que isto não será feito, pois ainda vivemos a política do pão e circo e muitos aplaudem, acham que seus atos diante uma urna, ou ao pedir “aquele favor” ao político amigo não faz mal nenhum.

Retirem suas vendas, tomem as rédeas do que vai na política, economia, educação, esportes, desenvolvimento, etc de seu país. Quantas cidades podem contar com escolas que incentivam os esportes ou com cursos específicos oferecidos e incentivados pelo governo? Quantos desses 190 milhões de críticos da Fabiana (que é ‘bola’ da vez) já cobraram das autoridades maior empenho no oferecimento do desenvolvimento esportivo. Muitos me dirão: Ah! Mas na minha escola pública nós temos aula de educação física. Sei, onde as atividades desenvolvidas durante o ano letivo e todo o período da vida acadêmica, até o ensino médio, são futebol para meninos e vôlei para meninas? E o handebol, o basquete, a ginástica artística, o atletismo (e suas milhões de modalidades), a natação, o hipismo, o hóquei sobre grama, a esgrima e tantas outras modalidades que nem conheço?

Portanto, enquanto não abrirem a boca para reclamar o que lhe é de direito e a quem possa lhe oferecer, abstenha-se de criticar Fabiana Murer ou qualquer outro atleta da federação brasileira.

 Li é genérica e não gosta de cobranças infundadas.

Médicos… Bah!

 

 

Notas de esclarecimento pré-texto: este texto não é contra os médicos e tampouco insistirá para que você, leitor, deixe-os de lado.

Ontem, antes de dormir liguei a TV num canal qualquer que só passa notícias. A única notícia que gritou alto em meus ouvidos, cérebro e entranhas foi a de que o CREMERJ (Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro) proibiu que os médicos realizem partos em casa.

 Céus! Quem são eles para decidirem o que vai no corpo de uma gestante? Alguém se lembrou de perguntar aos protagonistas – mãe, bebê e, em alguns casos, familiares – o que eles querem?

 Estou decidida, há muito, não ter filhos. Mas, se amanhã ou depois eu mudar de decisão quero ter o direito de escolher, dentro das possibilidades existentes a que melhor se encaixa às minhas verdades, minhas crenças e, principalmente, ao que meu corpo clama. Desculpas de que o cordão está enrolado no pescoço, você não tem força, você é velha ou qualquer outra com certeza não serão aceitas facilmente. Como ando muito cansada para discutir e sei que uma gestante de 40 semanas (em média) terá menos força ainda para lutar, estas decisões acabam por me fazer adiar indefinidamente o plano maternidade.

 Ouvir é uma arte, e, não sei por qual motivo os médicos tem-se esquecido cada vez mais desta habilidade.

Ontem fui a uma consulta que estava marcada há 21 dias para tentar resolver um problema que me incomoda há cerca de 5 anos. Já devo ter consultado mais de 10 médicos diferentes tentando solucionar este problema. Todos, categoricamente, ao “ouvirem” minhas queixas afirmam ser um fungo comum, porém ao fazerem os exames, e não encontrarem o tal fungo ou ignoram minhas queixas ou simplesmente dão de ombros e me dizem que é meu e pronto. Quando marquei a consulta de ontem pensei que seria diferente, afinal o profissional consultado além da especialidade relacionada ao meu problema é homeopata. Homeopatas em geral ouvem os seus pacientes. Em geral. Relatei minha peregrinação nesses 5 anos e toda a particularidade da minha “doença”. Após exame visual o veredicto: é apenas uma alergia. Ok! Eu sou apenas uma administradora, mas convivo com meu corpo e minhas trocentas alergias (se bobear sou alérgica a mim) há 32 anos e sei que o problema que relatei não é uma alergia. Eu aceitaria até ouvir um “eu não sei qual é o seu problema, consulte outro colega da mesma especialidade ou procure esta, aquela e aquela outra especialidade”, mas ouvir chutes e qualquer resposta só para se livrar do paciente… não! Continuarei minha busca da resposta, enquanto isso vou estudando e analisando minhas reações a cada coisa que penso estar relacionado.

 Qual a semelhança entre os médicos que eu consultei (com exceção de um, que não atende mais a especialidade que necessito e que foi o único que me ouviu) e os demais que apóiam a decisão do CREMERJ? Tudo! Tornaram-se robóticos e mecânicos e acham que estão lidando com um equipamento quebrado, onde basta ler o código de erro e substituir a peça defeituosa.

Você pensa em ser médico? Comece desde já a exercer o ouvir, porque escutar é fácil. De nada adianta os 30 diplomas, especializações, atualizações e a sua formação básica na melhor escola de medicina do mundo se você não pensar de verdade naquele indivíduo que está sentado à sua frente.

Sobre Perdas

Estamos ao final do primeiro semestre de 2.012 e já aconteceu tanta coisa que me permito fazer um “balanço” de tudo.

Janeiro: entre o rescaldo das festas de fim de ano e de tanto chororô, os preparativos para minha formatura. Minha avó, mulher incrível, de 89 anos é internada por conta de seu câncer.

Fevereiro: a presença constante dos familiares, visitas ao hospital, preparativos para o baile de formatura, sou consolada por uma tia muito querida e uma bomba no dia seguinte: esta mesma tia sofre um AVC. O baile nem foi aquilo tudo e houve muitas ausências. Após 40 dias internada e sem poder comer, minha querida avó nos deixa, não sem antes ter despedido de cada um, ter deixado uma palavra, um ensinamento e uma lição de vida.

 

 

Eu entre os patriarcas desta família – Esta foi a foto escolhida para estar no telão do baile de formatura ilustrando a minha infância

Março: colação de grau, enfim bacharel de “verdade”.Assisto à luta de minhas primas e tio S. com a minha tia que sofreu o AVC.

Abril: continuo lutando para manter Negão, meu amado cão da “raça” Pakita (Pastor + Akita), comendo, agora que sabemos realmente sua doença:câncer de pâncreas com metástases. Tia M se vai definitivamente para o sítio, nosso ponto de encontro perde a referência.

 Maio: faço 32 anos. Dois dias depois Negão se vai em meus braços. Fly e Luna chegam, não sem antes deixarem suas marcas no carro do meu marido e este me demonstrar como o amor pode ser generoso. Aniversário do meu tio S. Minha tia demonstra querer melhorar.

Junho: a confirmação de que meu pai está bem. Kyra, cachorra daquelas minhas primas e tio que estão com minha tia com um lado paralisado por conta do AVC e uma depressão que sempre foi dela, é atacada pelo cachorro do vizinho e ‘ganha’ um corte de 40 pontos no pescoço e sabe-se lá quantos mais em sua pata. Santa veterinária do Negão foi acionada para combater uma infecção e assim, salvar Kyra. A depressão de minha tia parece se instalar de vez. Tia Li ataca de doceira novamente e prepara 500 e tantos beijinhos e brigadeiros, algumas tortinhas salgadas e mamãe da tia Li faz queijadinhas maravilhosas só para comemorar os 2 anos do anjinho.

Todas estas perdas eu enfrentei, aceitei e me conformei. A única que tenho vontade de gritar aos 4 ventos, chacoalhar ou ter o poder de dizer; “Me dá aqui que eu faço do meu jeito!” é com esta minha tia MH.

Mineira, mulher guerreira, lutadora, forte, criou 3 filhas maravilhosas, nunca negou esforço ou ajuda a ninguém, possui um companheiro de todas as lutas, à sua maneira, é verdade, mas é um bom companheiro, se deixar abater assim por um “simples” AVC. Essa sombra que habita este corpo não é minha tia que tanta força me deu um dia antes deste incidente. Levante, lute e nos alegre e, principalmente, tire esse fardo da sua família. O fardo a que me refiro, você bem sabe, não é o de tirar e pôr na cama ou cadeira de rodas, tampouco nas ajudas constantes e necessárias para o banho, vestir e demais atividades que nem nos damos conta. O fardo que está difícil de carregar e, que vejo, logo será deixado só para você, tia MH, é seu descaso com os profissionais que lhe ajudam, não reconhecer o esforço grande e a dor que sua filha enfrenta todos os dias ao ter a mãe e a sogra nesta situação, vítimas do AVC.

Se não por você, por todos que se dedicam dia-a-dia à sua recuperação pegue as rédeas desta situação e enfrente-a, me mostre de novo aquela mulher cheia de brilho e histórias para contar, se você tentar, de verdade, uma única vez e não der certo eu lhe apóio em todas as suas loucuras (até na de solicitar 5 tipos de sucos diferentes num único dia e devolver cada um deles 5 vezes com uma desculpa diferente).

Já perdemos demais este ano, então para este segundo semestre, que começa no domingo, nos faça ganhar!

 Li é genérica, administradora, família e quer seu 2.011 de volta.

Como ajudar um colecionador compulsivo

Alguns posts atrás eu falava sobre o hábito que temos de acumular coisas e que muitas vezes ultrapassa os limites da sanidade e, sim, acumular é uma doença que prejudica tanto o doente quanto seus familiares e amigos mais próximos.

Neste texto temos uma leitora (bem vinda!) que nos pede ajuda para sua irmã, que acredita ser uma acumuladora. Não sou nenhuma especialista no assunto e tampouco profissional da área o que posso citar aqui são dicas e não soluções, espero que compreenda a gravidade do problema e a minha limitação.

Em primeiro lugar não brigue, não force e não jogue nada fora escondido de um acumulador, o problema pode se agravar e ainda, de quebra, você perde a confiança dele.

Conversas podem ser muito proveitosas. O tipo de abordagem vai depender da idade da pessoa, o tipo de relacionamento que vocês mantém, da reação da pessoa e de todas aquelas sutilezas que são necessárias numa conversa. Lembre-se mais uma vez de não ‘jogar as coisas na cara’. Você pode demonstrar que aqueles brinquedos de 20 anos atrás não tem mais serventia alguma para pessoa e que pode fazer a alegria de muitas crianças. Visitem um orfanato, uma comunidade carente e demonstre a realidade. O acumulador normalmente vê esta situação, sabe que pode ajudar, mas acha que precisa de ‘seus tesouros’ para que tenha suas lembranças. Você pode propor exercícios: fechem os olhos e lembrem-se de cheiros, gostos e sensações que não possuem nenhum objeto atrelado; um segundo exercício pode ser o de guardar um objeto que o acumulador acha que necessita e marcar uma data para devolvê-lo, 1 mês ou mais depois, se ele mesmo perceber, após este período que não precisou do objeto pode ser um grande passo para ele desfazer seu império de quinquilharias.

Proponha-se a ajudá-lo, mas nunca interferira nas decisões do acumulador. Levem os objetos a lugares que o aproveitarão e veja a festa com que serão recebidos ou ainda promovam um bazar de usados e façam planos de multiplicar o valor arrecadado, quem sabe não nasce um empreendimento aí?

  

 Nada disso deu certo ou você acha que seu acumulador é mais teimoso que suas forças? Peçam ajuda de um psicólogo e nunca deixe de lembrá-lo como o espaço livre na casa, nos armários é benéfico para a saúde física e mental, fora que ajudar o próximo lhe faz um bem danado, lhe garanto que quem doa ganha muito mais do que quem recebe. (Eu doei sangue voluntariamente no sábado último e ainda estou sob o efeito desta felicidade, desculpem-me).

 

Boa sorte!!

 

Li é genérica e gosta de acumular somente amigos.

É CLARO que, bye bye!

Como perder um cliente

 

Por sugestão do DD, nosso eterno mentor e incentivador, conto um pouco meu drama com a minha atual operadora de telefonia móvel: Claro.

Sou cliente deles desde o tempo em que era BCP, os celulares só serviam para fazer ligações e pesavam cerca de 1Kg, isto é desde 01/05/98. Nesta época e por alguns anos eu morei no interior e precisava de um meio de comunicação eficiente e como sempre estava no meio da produção, na rua ou em alguma fazenda precisava que a telefonia móvel tivesse uma boa cobertura a opção era a Claro. Tive problemas com eles anteriormente? Inúmeros, desde uma falta crônica de sinal e ao ligar para a central ser avisada que estava tudo normal até a orientação de um atendente de que eu deveria retira a bateria do aparelho, com ele ligado, para a solução de algum problema de rede. Tudo bem, se no manual do aparelho não viesse expressamente escrito de que eu não deveria fazer isso. Ah! Sim, os aparelhos naquela época não se desmanchavam ao caírem no chão.

O que me prendia a eles, se nada era tão bom? Meu número. Sou apegada a ele, acho-o bonitinho e penso que não gravaria o outro, caso trocasse. Oh! Apareceu a portabilidade e a concorrência, não necessariamente nesta ordem. Toda vez em que pensava em trocar de operadora a Claro me prendia com o golpe da troca de plano e aparelhos ‘grátis’. Lá se iam mais 365 dias com a mesma operadora, porém nada era tão ruim: tenho 50.000 minutos para falar entre os 5 números da minha rede (1 mês tem 43.200 minutos, caso tenham a curiosidade de saber) e mais alguma outras vantagens.

 Com o término da faculdade e eu podendo estudar um pouco mais sobre minimalismo, redução de gastos domésticos, orçamento doméstico e etc pude ver o quão superdimensionado estava meu plano. Ao final de janeiro deste ano, me dirigi até a loja mais próxima e solicitei a revisão do meu plano, porém tive uma surpresa ao saber que, apesar de desfrutar de 5 linhas, eu pagava por 7 ou 8 linhas, pois quando das duas últimas trocas de planos, 2 últimos anos, portanto, o atendente não fez a baixa do plano que vinha usando e apenas inseriu o plano recém adquirido. Imediatamente solicitei o cancelamento dos planos anteriores (sim, eu tive de solicitar!) e a revisão das cobranças indevidas. O prazo dado para a revisão dos valores era de 5 dias úteis. Após 7 dias úteis entrei em contato. Deram-me novo prazo de dois dias úteis. Liguei após 4 dias úteis. Solicitaram novo prazo, rodei a baiana, subi nas tamancas e fui parar no supervisor do sei lá o quê que também não resolveu nada. Abri um chamado na Anatel relatando todo o ocorrido. Durante o carnaval o atendente da Claro me informa que eu minha solicitação fora atendida e que eles me devolveriam, em forma de desconto nas faturas seguintes, a cobrança indevida feita nos meses de 01/12; 12/11 e 11/11. OPA! Mas a cobrança é indevida a cerca de 24 meses! Recebo o absurdo de reposta de que se eu não reclamara anteriormente, não tinha direito a ressarcimento. Reabri o chamado na Anatel e recebi exatamente a mesma resposta padrão (informando do ressarcimento dos 3 últimos meses) dias antes de encerrar-se o prazo. Como eu estava às voltas com problemas de saúde na família (cachorros também são da família) perdi a chance de reabrir o chamado. Fiz uma nova reclamação na Anatel e parti para a loja da TIM, com quem eu já havia flertado.

Ainda dentro da loja, onde fui muito bem atendida, por sinal, recebi uma mensagem de texto da Claro pedindo que eu não mudasse de operadora. Na manhã seguinte um atendente me liga perguntando o motivo da minha mudança. Informei que era por conta desses problemas com a conta, o despreparo dos atendentes e, principalmente, a demora nos atendimentos. Já cheguei a ficar 3 horas para ser atendida num chat online e não consegui ser atendida. O atendente tentando me convencer de que eles mudaram todo o sistema “burrocrático” deles em apenas uma noite e de que tudo isso somente porque eu, uma cliente tão importante (cof) resolvera trocar de operadora. Faça-me rir! Ofereceu-me atendimento personalizado, exclusivo, 50% de desconto no valor do plano que eu escolher, torpedos gratuitos, internet gratuita e mais um monte de coisa que eu não uso e não tenho interesse em ter, na intenção de me convencer a continuar ali.

Ao informá-lo que não queria ter atendimento diferenciado somente porque resolvera trocar de fornecedor e sim, constantemente, pois foi assim que eu aprendi: cliente é cliente, seja ele há 15 anos ou 15 minutos. Recebo a resposta mais estapafúrdia possível: “Mas as outras operadoras também tem problemas!” Ótimo! Porque todos são ruins eu posso me nivelar por baixo e me calçar nisso! Olha, na verdade eu me contento com pouco: bastam informações sinceras, claras e objetivas.

 

Bye, bye Claro!

Sobre Corrupção

Há algum tempo as mídias de massa vêm falando e denunciando a corrupção em nosso país. Claro que parece que a corrupção está mais evidente depois da denúncia, semana passada, feita pelo Fantástico, até mesmo pelo alcance que o programa tem.Ponho-me a pensar: desde menina (6 ou 7 anos) vejo essas coisas na TV, vejo as pessoas criticando e dizendo frases de efeito do tipo: “Alguém deve fazer algo a respeito!” – “Vote consciente!”. Ok! Isso é importante, demonstra sua consciência (?) política. Por outro lado, relembro de minha educação, e sei que transferir a responsabilidade para o outro é muito cômodo, pois estarei me eximindo de qualquer culpa.

Reflita comigo e veja quantas vezes num dia ou numa semana nos corrompemos ou corrompemos alguém.

Não me apedreje, ainda! Pois, tenho certeza que o amigo leitor está pensando que estou louca fazendo acusações desta maneira. Pois bem, você estaciona seu carro em vagas destinadas a idosos ou deficientes, sendo que não pertence a nenhum destes grupos ou tampouco traz consigo uma pessoa nestas condições? Já recebeu troco a maior e ficou calado? Joga lixo nas ruas (bituca é lixo)? Utiliza sinal clandestino de internet ou TV a cabo? Compra filmes e jogos piratas? Compra produtos importados muito mais baratos do que a média de mercado e não sabe a procedência ou se a empresa/vendedor é idônea? Utiliza o expediente para resolver problemas pessoais, “por baixo dos panos”? Pede nota fiscal a maior para reembolso da empresa? Posso lhe dizer, que para mim, não há diferença entre essas atitudes, que de alguma forma lesa alguém, para as atitudes demonstradas na mídia. Quem rouba R$ 0,01 é capaz de roubar R$ 1.000.000,00, não tenho dúvidas.

Agora me diga: a responsabilidade é sua ou é de “alguém”? Se eu mudar o ser humano que sou, sou capaz de mudar o mundo.

Ouço dizerem que vão criar a Lei, o órgão ou coisa que o valha a fim de fiscalizar essas atitudes e me pergunto se não seria mais correto e eficiente pensarmos em educação e valores éticos/morais?

Eu ia escrever que é preciso educarmos nossas crianças, mas vi que mais uma vez estaria postergando uma responsabilidade que é minha e é de hoje, portanto lhes digo: eduquemo-nos!

 

 

 

 

 

 

Li é Genérica, administradora e indignada.