#prapensar

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“Somos finos como papel. Existimos por acaso entre as porcentagens, temporariamente. E esta é a melhor e a pior parte, o fator temporal. E não há nada que se possa fazer sobre isso. Você pode sentar no topo de uma montanha e meditar por décadas e nada vai mudar. Você pode mudar a si mesmo para ser aceitável, mas talvez isso também esteja errado. Talvez pensemos demais. Sinta mais, pense menos.”

Charles Bukowski

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Como ajudar um colecionador compulsivo

Alguns posts atrás eu falava sobre o hábito que temos de acumular coisas e que muitas vezes ultrapassa os limites da sanidade e, sim, acumular é uma doença que prejudica tanto o doente quanto seus familiares e amigos mais próximos.

Neste texto temos uma leitora (bem vinda!) que nos pede ajuda para sua irmã, que acredita ser uma acumuladora. Não sou nenhuma especialista no assunto e tampouco profissional da área o que posso citar aqui são dicas e não soluções, espero que compreenda a gravidade do problema e a minha limitação.

Em primeiro lugar não brigue, não force e não jogue nada fora escondido de um acumulador, o problema pode se agravar e ainda, de quebra, você perde a confiança dele.

Conversas podem ser muito proveitosas. O tipo de abordagem vai depender da idade da pessoa, o tipo de relacionamento que vocês mantém, da reação da pessoa e de todas aquelas sutilezas que são necessárias numa conversa. Lembre-se mais uma vez de não ‘jogar as coisas na cara’. Você pode demonstrar que aqueles brinquedos de 20 anos atrás não tem mais serventia alguma para pessoa e que pode fazer a alegria de muitas crianças. Visitem um orfanato, uma comunidade carente e demonstre a realidade. O acumulador normalmente vê esta situação, sabe que pode ajudar, mas acha que precisa de ‘seus tesouros’ para que tenha suas lembranças. Você pode propor exercícios: fechem os olhos e lembrem-se de cheiros, gostos e sensações que não possuem nenhum objeto atrelado; um segundo exercício pode ser o de guardar um objeto que o acumulador acha que necessita e marcar uma data para devolvê-lo, 1 mês ou mais depois, se ele mesmo perceber, após este período que não precisou do objeto pode ser um grande passo para ele desfazer seu império de quinquilharias.

Proponha-se a ajudá-lo, mas nunca interferira nas decisões do acumulador. Levem os objetos a lugares que o aproveitarão e veja a festa com que serão recebidos ou ainda promovam um bazar de usados e façam planos de multiplicar o valor arrecadado, quem sabe não nasce um empreendimento aí?

  

 Nada disso deu certo ou você acha que seu acumulador é mais teimoso que suas forças? Peçam ajuda de um psicólogo e nunca deixe de lembrá-lo como o espaço livre na casa, nos armários é benéfico para a saúde física e mental, fora que ajudar o próximo lhe faz um bem danado, lhe garanto que quem doa ganha muito mais do que quem recebe. (Eu doei sangue voluntariamente no sábado último e ainda estou sob o efeito desta felicidade, desculpem-me).

 

Boa sorte!!

 

Li é genérica e gosta de acumular somente amigos.

Sobre Corrupção

Há algum tempo as mídias de massa vêm falando e denunciando a corrupção em nosso país. Claro que parece que a corrupção está mais evidente depois da denúncia, semana passada, feita pelo Fantástico, até mesmo pelo alcance que o programa tem.Ponho-me a pensar: desde menina (6 ou 7 anos) vejo essas coisas na TV, vejo as pessoas criticando e dizendo frases de efeito do tipo: “Alguém deve fazer algo a respeito!” – “Vote consciente!”. Ok! Isso é importante, demonstra sua consciência (?) política. Por outro lado, relembro de minha educação, e sei que transferir a responsabilidade para o outro é muito cômodo, pois estarei me eximindo de qualquer culpa.

Reflita comigo e veja quantas vezes num dia ou numa semana nos corrompemos ou corrompemos alguém.

Não me apedreje, ainda! Pois, tenho certeza que o amigo leitor está pensando que estou louca fazendo acusações desta maneira. Pois bem, você estaciona seu carro em vagas destinadas a idosos ou deficientes, sendo que não pertence a nenhum destes grupos ou tampouco traz consigo uma pessoa nestas condições? Já recebeu troco a maior e ficou calado? Joga lixo nas ruas (bituca é lixo)? Utiliza sinal clandestino de internet ou TV a cabo? Compra filmes e jogos piratas? Compra produtos importados muito mais baratos do que a média de mercado e não sabe a procedência ou se a empresa/vendedor é idônea? Utiliza o expediente para resolver problemas pessoais, “por baixo dos panos”? Pede nota fiscal a maior para reembolso da empresa? Posso lhe dizer, que para mim, não há diferença entre essas atitudes, que de alguma forma lesa alguém, para as atitudes demonstradas na mídia. Quem rouba R$ 0,01 é capaz de roubar R$ 1.000.000,00, não tenho dúvidas.

Agora me diga: a responsabilidade é sua ou é de “alguém”? Se eu mudar o ser humano que sou, sou capaz de mudar o mundo.

Ouço dizerem que vão criar a Lei, o órgão ou coisa que o valha a fim de fiscalizar essas atitudes e me pergunto se não seria mais correto e eficiente pensarmos em educação e valores éticos/morais?

Eu ia escrever que é preciso educarmos nossas crianças, mas vi que mais uma vez estaria postergando uma responsabilidade que é minha e é de hoje, portanto lhes digo: eduquemo-nos!

 

 

 

 

 

 

Li é Genérica, administradora e indignada.