HARU

douglas_wakimoto

“Existem coisas piores que estar sozinho,
mas geralmente leva decadas para entender isso
e quase sempre quando você entende é tarde demais.
E não há nada pior que tarde demais.”

Charles Bukowski

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Falando em amor…

Quero dizer que te amo só de amor. Sem ideias, palavras, pensamentos. Com sentimentos, sentidos, emoções. Olho no olho, cara a cara, corpo a corpo. Quero querer que te amo só de amor.
Meu amor, te escrevo feito um poema de carne, sangue, nervos e sêmen. São versos que pulsam, gemem e fecundam. Meu poema se encanta feito o amor dos bichos livres às urgências dos cios e que jogam, brincam, cantam e dançam fazendo o amor como faço o poema.
Eu te sinto na pele, não no coração. Quero do amor as tenras superfícies onde a vida é lírica porque telúrica, onde sou épico porque ébrio e lúbrico. Quero genitais, todas as nossas superfícies.
Nossa nudez juntos, não se completa nunca, mesmo quando se tornam quentes e congestionadas, úmidas e latejantes todas as nossas mucosas.

A nudez a dois não acontece nunca, porque nos vestimos um com o corpo do outro, para inventar deuses na solidão do nós. Por isso, a nudez, no amor, não satisfaz nunca…”

Roberto Freire (Escritor, jornalista e psicanalista)

Enviado por Betina Zpala

 

Feng shui da alma

Ano novo com vida nova! É com esse pensamento que a grande maioria das pessoas começa o ano. Cores que trazem sorte, calcinha nova, mandingas e patuás, o ritual das ondas, dos santos e orixás. Todo esse ritual em busca de uma mudança – para melhor, é claro – mais sorte no amor, nos negócios e no cotidiano.

Que tal um ritual novo para este ano?

Eu vou chamar de feng shui da alma, e você pode tentar.

Em primeiro lugar vamos jogar fora tudo o que não tem utilidade, tudo que não presta. Comece a vasculhar todas as gavetas e armários da sua mente e coração e comece a procurar. Ódio, inveja, raiva, frustrações, ressentimentos, stress, tudo isso só está tomando espaço, além de serem sentimentos que não trarão nada positivo. Jogue tudo fora, delete, faça um pacote e mande para o espaço cósmico. Não tem por que você perder tempo e espaço com sentimentos negativos.

Mantenha o amor, a compreensão, o respeito, a calma e todos os outros sentimentos que te fazem sentir melhor.

Desista de querer ser feliz.

Quando eu falo sobre desistir da felicidade, não estou falando da felicidade real, a felicidade está nas coisas simples, no nosso cotidiano e muitas vezes estamos tão preocupados com a felicidade fútil que nos esquecemos da felicidade real.

Para muitas pessoas a felicidade se resume apenas em coisas materiais, aquele carro novo, casa nova, roupas de grife e outros.

O que acontece quando as pessoas não conseguem essa felicidade fútil?

A frustração, que leva à inveja, que leva ao ressentimento, que leva ao ódio.

Perseverar e lutar é nobre, mas entender as limitações é sábio.

Ame sempre e abra o seu coração.

Ame, mas ame de verdade, sem esperar nada em troca. Ninguém é obrigado retribuir o seu amor. O amor verdadeiro não espera nada em troca, você apenas ama e pronto.

Se a outra pessoa não quiser retribuir haverá sempre alguém precisando.

Quem ama esperando algo em troca, sempre se machuca.

Olhe além.

Olhe além da aparência, do status social, da idade. Você vai perceber que existe que existe um mundo cheio de opções e muitas coisas para aprender.

Neste ano novo abra os braços para a vida, aprenda o que ela tem de melhor para ensinar e ame de verdade. Sorria para o mundo e seja feliz!

Enviado por Dabliu Doug

Eclipse

Como num eclipse você vem
cola em mim, me cobre , encobre
causando-me tempestades nas entranhas.
Poucas palavras sao ditas… marotos,
sem timidez, somos loucos em devaneios.
O dia se faz noite, a noite se faz dia,
sem nenhuma confusão de sentimentos,
com os corpos nus em total completude.
Assim são nossos cúmplices encontros.
Como num eclipse, nos afastamos…
lentamente o dia volta a ser dia
e a noite se entrega aos ciclos da lua,
ate que nossos corpos se procurem de novo
cheios de vontade e da mais pura energia.

Por Vera Nilce Cordeiro Correa

Por que as mulheres se perdem ao longo de tantos caminhos?

 

Devo reconhecer e dizer que parabenizo vocês mulheres por tantas conquistas, pelo bravo desempenho, pela luta constante dos direitos iguais e pela determinação de alcançar muito mais.
Só que também devo confessar o quão confuso fico muitas vezes com tudo isto.
Deixam-me sem saber como querem ser reconhecidas, se como excelentes profissionais, mães, esposas, se pela inteligência,caráter, etc.
Já adiantando a resposta de vocês que obviamente será: Todas as alternativas.
Diante disso podemos dialogar e reavaliar alguns fatos francamente?
Esqueçamos a guerra dos sexos, os méritos, as alfinetadas. Estou na posição de amante de vocês mulheres, na posição de alguém que melhor do que ninguém sabe reconhecer os seus valores. Mas…
Preciso tocar em alguns pontos importantes:
Vocês já se deram conta de que este termo sou mil em uma, só da certo em poemas e textos?
São capazes de reconhecer que se perdem ao longo do caminho e que se realmente querem que este termo vire realidade precisam de várias mulheres, mas várias outras, ou seja, vocês querem ser mães, mas contratam babás porque não querem deixar a vida profissional de lado,querem administrar e organizar o lar mas contratam uma empregada, então trabalham, estudam, vão para academia, salão de cabeleireiro, massagista, yoga e quando voltam pra casa o que sobrou de vocês para o marido,filhos e namorados?
Por favor, atentem para o fato que estou focando as mulheres que enfatizam a independência por opção e não aquelas que necessitam devido à condição desfavorável.
Eu sei que quando se fala de várias mulheres em uma, vocês estão querendo expressar a personalidade, querem dizer que conseguem ser um todo. Será?
Depois desta longa jornada da qual se impuseram, vocês voltam para casa esgotadas, muitas vezes mal humoradas, mal dão atenção aos filhos e aos companheiros e mesmo assim exigem serem reconhecidas como as melhores mulheres,amantes perfeitas e mães exemplares.
Entendam, não faço apologia e não acho que Amélia que era mulher de verdade.
Só acho que a liberdade e o respeito vocês já conquistaram há muito tempo atrás.
Vivemos em um país onde a mulher é amparada pelas leis mesmo que ainda um tanto precárias. A mulher não precisa se equivaler ao homem para ser respeitada, pelo contrário,o que nos faz prestigiar a mulher são justamente as diferenças. Querem ser comparadas aos homens, mas amadas como mulheres.
Nossa maneira de pensar é simples, queremos uma mulher com toda graça e feminilidade que lhe foi concedida. Querem trabalhar pra obter a independência, ótimo, sempre é bom uma ajuda financeira, mas por favor aceitem o fato que o homem foi criado e educado para prover.
Sendo assim aceitem também o fato e mais que isso, assumam o significado da palavra Mulher dando prioridade ao que este nome de peso carrega, pois uma a mulher veio ao mundo para amar, criar, conceber, cuidar, acalmar, acalentar e principalmente despertar nos homens a alegria de viver.

Corram atrás do prejuízo enquanto há tempo, pra que mais tarde o arrependimento não seja abrasador.

Pensem nisso.
Tunhão e seus pitacos “feminísticos”.

 

 

 

Enfrente o ciúme

O que eu disser só se tornará uma experiência para você se for colocado em prática. E de que modo colocar isso em prática? Ficando frente a frente com o ciúme. Agora ele não está na sua frente; está escondido atrás de você.

Não reprima o ciúme. Expresse-o. Sente-se no seu quarto, feche a porta e concentre-se no ciúme. Observe-o, veja-o, deixe que ele se torne tão forte quanto uma labareda. Deixe que ele se torne uma enorme labareda e queime nesse fogo, vendo o que ele é.

Não comece dizendo que o ciúme é feio, porque essa ideia vai reprimi-lo, não deixará que ele se expresse plenamente. Nada de opiniões! Tente simplesmente ver o efeito do ciúme na sua vida, olhe para o fato existencial. Sem interpretações, sem ideologias.

Esqueça os budas e entre em ação; esqueça-me. Deixe que o ciúme aflore. Olhe para ele, olhe bem dentro dele e faça o mesmo com a raiva, com a tristeza, com o ódio, com a possessividade.

Pouco a pouco você verá que só o fato de olhar para essas coisas suscitará um sentimento transcendental de que você é apenas uma testemunha; você deixa de se identificar. Você só para de se identificar quando encontra algo dentro de você.

Osho, “Emoções: Liberte-se da Raiva, do Ciúme, da Inveja e do Medo”

 Texto enviado por Prem Aditi direto de Curitiba para o BloGenérico

Mercado

-Ai, desculpa…
Em frações de segundos, que pareciam uma eternidade, lembrou-se dele indo embora, com as mãos no bolso sem olhar para trás. Ela permaneceu sentada no meio-fio, não chorou, mas sentiu uma lágrima, a primeira de um rio. Vinte anos em frações de segundos.
– Não acredito! É você mesmo Isabel?!?! – ele estava pasmado.
Ela demorou a responder, não conseguia raciocinar direito. Vinte anos depois, reencontrar o primeiro amor de sua vida, no mercado, cheia de compras, usando jeans e camiseta, numa TPM monstruosa, só poderia acontecer com ela. Ele continuava com aquela carinha de menino. Jeans, camiseta e tênis, claro que já era um quarentão grisalho, mas a aura do menino permaneceu.
– Marco! Quanto tempo! – foi a única coisa que ela conseguiu responder.
– Que coisa, hein? Já faz tempo, né?
– Vinte anos e dois meses. – foi categórica, era a única coisa que ela sabia com exatidão naquele momento.
Marco fez a menção de abraçá-la, ela instintivamente estendeu a mão. Ele percebeu, mas puxou-a para si, ele queria sentir o cheiro dela, queria sentir aquele corpo, mesmo que por segundos, mesmo que pela última vez.
Ela gostou, na verdade queria sentir aquele abraço, queria saber se a sensação era a mesma de vinte anos atrás e de repente o mundo parou, eles disseram tudo o que queriam na ternura e no silêncio daquele abraço.
-Que tal um café? – perguntou Marco
– Claro! Mas antes me ajude a guardar as compras. – respondeu sem pensar na casa, no marido e nos filhos.
Isabel estava na fase do “balanço”, descobriu que estava acostumada com o pai de seus filhos, aquela ferveção passional acabou logo após o nascimento do primogênito, casada há quase dezenove anos empurrava o casamento com a barriga por quase dezesseis, coisas que foram construídas em conjunto, filhos, conforto, família. O divórcio seria desperdício, então ela fingia que estava tudo bem e sonhava com o dia que pediria a separação.
Começaram a conversa com assuntos banais, mas depois das compras guardadas, o café servido, eles entenderam que era melhor ir direto ao assunto, sem rodeios, fazer como antigamente perguntas e respostas sem medo ou restrições. E aos poucos eles conversavam como há vinte anos.
– Marco, me fala de sobre você, o que você anda fazendo? Casou? Tem filhos?
– Falo sim, acabei de me separar, depois de quinze anos de casado percebi que eu nunca amei a mãe dos meus filhos, percebi que desde que a conheci ela usava uma máscara e que com o tempo essa máscara caiu. Certa vez fomos viajar com as crianças e ela começou a reclamar. Sabe aquele discurso pronto do Gasparetto? Aquele papo de anulação, patatí , patatá.
– Por que você está rindo? Perguntou Marco.
– Eu também já usei este discurso. Respondeu Isabel
– Tudo bem, acho que toda mulher usa, mas ouvir por trezentos quilômetros durante a ida e mais trezentos na volta haja paciência! Vai ser chata assim lá em Piracaia.
Os dois caíram na gargalhada.
-A verdade é que depois daquele dia comecei entender que já não conhecia mais aquela mulher, era outra pessoa, em todos os sentidos. – Isabel não conseguiu sentir uma ponta sequer de compaixão pela mulher de Marco.
-Ela andava infeliz e eu também, então um belo dia após uma discussão boba, mas boba mesmo, eu sugeri o divórcio e ela aceitou numa boa. – concluiu Marco.
-E você, como anda a vida? – perguntou curiosamente
Neste momento o coração de Isabel disparou, ela ficou aflita e estranhamente, após alguns segundos senti-se calma, afinal estava conversando com Marco, o grande amor de sua vida. Ela apenas olhou fixamente nos olhos de Marco e ele pode tirar as conclusões, o silêncio se fez presente por um tempo.
Marco segura a mão de Isabel e com os olhos vermelhos diz o que os dois sabiam desde o início, desde vinte anos atrás.
– Eu te amo como nunca amei ninguém em minha vida, você foi, é, e sempre será meu único amor e eu queria ter dito isto no instante que te vi.
Isabel desmoronou, aquele sentimento tão antigo parecia estourar em seu peito novamente, agora, mais que nunca, ela sabia que Marco era o seu grande e eterno amor.
– Te amo igual, não tem um dia em que eu não pense em você.
Refeitos, eles caminham juntos em direção ao estacionamento e foi ali que eles trocaram o beijo mais apaixonado de suas vidas, era inevitável, incontrolável, irracional, era apenas desejo, paixão. Se fosse possível escolher o momento da morte, os dois escolheriam este.
Trocaram os números de telefone, e-mail, prometeram que jamais se distanciariam novamente e que algum dia iriam morar juntos na praia brava, um antigo sonhos que os dois dividiam.
Depois deste dia, Isabel ficou mais bonita, mais feliz, ela estava apaixonada novamente. Marco encontrou um motivo para voltar a sonhar, as tardes ou manhãs que eles passavam juntos, amando, conversando, sonhando, valiam qualquer risco ou esforço, Marco nunca cobrou nada de Isabel, pois sabia que ela o amava, Isabel não via a hora do caçula terminar a faculdade, ela queria passar o resto de sua vida ao lado de Marco, na praia brava, caminhando ao entardecer com o seu único amor.

*por DD
Porque eu sei que é amor