Como ajudar um colecionador compulsivo

Alguns posts atrás eu falava sobre o hábito que temos de acumular coisas e que muitas vezes ultrapassa os limites da sanidade e, sim, acumular é uma doença que prejudica tanto o doente quanto seus familiares e amigos mais próximos.

Neste texto temos uma leitora (bem vinda!) que nos pede ajuda para sua irmã, que acredita ser uma acumuladora. Não sou nenhuma especialista no assunto e tampouco profissional da área o que posso citar aqui são dicas e não soluções, espero que compreenda a gravidade do problema e a minha limitação.

Em primeiro lugar não brigue, não force e não jogue nada fora escondido de um acumulador, o problema pode se agravar e ainda, de quebra, você perde a confiança dele.

Conversas podem ser muito proveitosas. O tipo de abordagem vai depender da idade da pessoa, o tipo de relacionamento que vocês mantém, da reação da pessoa e de todas aquelas sutilezas que são necessárias numa conversa. Lembre-se mais uma vez de não ‘jogar as coisas na cara’. Você pode demonstrar que aqueles brinquedos de 20 anos atrás não tem mais serventia alguma para pessoa e que pode fazer a alegria de muitas crianças. Visitem um orfanato, uma comunidade carente e demonstre a realidade. O acumulador normalmente vê esta situação, sabe que pode ajudar, mas acha que precisa de ‘seus tesouros’ para que tenha suas lembranças. Você pode propor exercícios: fechem os olhos e lembrem-se de cheiros, gostos e sensações que não possuem nenhum objeto atrelado; um segundo exercício pode ser o de guardar um objeto que o acumulador acha que necessita e marcar uma data para devolvê-lo, 1 mês ou mais depois, se ele mesmo perceber, após este período que não precisou do objeto pode ser um grande passo para ele desfazer seu império de quinquilharias.

Proponha-se a ajudá-lo, mas nunca interferira nas decisões do acumulador. Levem os objetos a lugares que o aproveitarão e veja a festa com que serão recebidos ou ainda promovam um bazar de usados e façam planos de multiplicar o valor arrecadado, quem sabe não nasce um empreendimento aí?

  

 Nada disso deu certo ou você acha que seu acumulador é mais teimoso que suas forças? Peçam ajuda de um psicólogo e nunca deixe de lembrá-lo como o espaço livre na casa, nos armários é benéfico para a saúde física e mental, fora que ajudar o próximo lhe faz um bem danado, lhe garanto que quem doa ganha muito mais do que quem recebe. (Eu doei sangue voluntariamente no sábado último e ainda estou sob o efeito desta felicidade, desculpem-me).

 

Boa sorte!!

 

Li é genérica e gosta de acumular somente amigos.