#prapensar

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“Somos finos como papel. Existimos por acaso entre as porcentagens, temporariamente. E esta é a melhor e a pior parte, o fator temporal. E não há nada que se possa fazer sobre isso. Você pode sentar no topo de uma montanha e meditar por décadas e nada vai mudar. Você pode mudar a si mesmo para ser aceitável, mas talvez isso também esteja errado. Talvez pensemos demais. Sinta mais, pense menos.”

Charles Bukowski

Médicos… Bah!

 

 

Notas de esclarecimento pré-texto: este texto não é contra os médicos e tampouco insistirá para que você, leitor, deixe-os de lado.

Ontem, antes de dormir liguei a TV num canal qualquer que só passa notícias. A única notícia que gritou alto em meus ouvidos, cérebro e entranhas foi a de que o CREMERJ (Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro) proibiu que os médicos realizem partos em casa.

 Céus! Quem são eles para decidirem o que vai no corpo de uma gestante? Alguém se lembrou de perguntar aos protagonistas – mãe, bebê e, em alguns casos, familiares – o que eles querem?

 Estou decidida, há muito, não ter filhos. Mas, se amanhã ou depois eu mudar de decisão quero ter o direito de escolher, dentro das possibilidades existentes a que melhor se encaixa às minhas verdades, minhas crenças e, principalmente, ao que meu corpo clama. Desculpas de que o cordão está enrolado no pescoço, você não tem força, você é velha ou qualquer outra com certeza não serão aceitas facilmente. Como ando muito cansada para discutir e sei que uma gestante de 40 semanas (em média) terá menos força ainda para lutar, estas decisões acabam por me fazer adiar indefinidamente o plano maternidade.

 Ouvir é uma arte, e, não sei por qual motivo os médicos tem-se esquecido cada vez mais desta habilidade.

Ontem fui a uma consulta que estava marcada há 21 dias para tentar resolver um problema que me incomoda há cerca de 5 anos. Já devo ter consultado mais de 10 médicos diferentes tentando solucionar este problema. Todos, categoricamente, ao “ouvirem” minhas queixas afirmam ser um fungo comum, porém ao fazerem os exames, e não encontrarem o tal fungo ou ignoram minhas queixas ou simplesmente dão de ombros e me dizem que é meu e pronto. Quando marquei a consulta de ontem pensei que seria diferente, afinal o profissional consultado além da especialidade relacionada ao meu problema é homeopata. Homeopatas em geral ouvem os seus pacientes. Em geral. Relatei minha peregrinação nesses 5 anos e toda a particularidade da minha “doença”. Após exame visual o veredicto: é apenas uma alergia. Ok! Eu sou apenas uma administradora, mas convivo com meu corpo e minhas trocentas alergias (se bobear sou alérgica a mim) há 32 anos e sei que o problema que relatei não é uma alergia. Eu aceitaria até ouvir um “eu não sei qual é o seu problema, consulte outro colega da mesma especialidade ou procure esta, aquela e aquela outra especialidade”, mas ouvir chutes e qualquer resposta só para se livrar do paciente… não! Continuarei minha busca da resposta, enquanto isso vou estudando e analisando minhas reações a cada coisa que penso estar relacionado.

 Qual a semelhança entre os médicos que eu consultei (com exceção de um, que não atende mais a especialidade que necessito e que foi o único que me ouviu) e os demais que apóiam a decisão do CREMERJ? Tudo! Tornaram-se robóticos e mecânicos e acham que estão lidando com um equipamento quebrado, onde basta ler o código de erro e substituir a peça defeituosa.

Você pensa em ser médico? Comece desde já a exercer o ouvir, porque escutar é fácil. De nada adianta os 30 diplomas, especializações, atualizações e a sua formação básica na melhor escola de medicina do mundo se você não pensar de verdade naquele indivíduo que está sentado à sua frente.

Como ajudar um colecionador compulsivo

Alguns posts atrás eu falava sobre o hábito que temos de acumular coisas e que muitas vezes ultrapassa os limites da sanidade e, sim, acumular é uma doença que prejudica tanto o doente quanto seus familiares e amigos mais próximos.

Neste texto temos uma leitora (bem vinda!) que nos pede ajuda para sua irmã, que acredita ser uma acumuladora. Não sou nenhuma especialista no assunto e tampouco profissional da área o que posso citar aqui são dicas e não soluções, espero que compreenda a gravidade do problema e a minha limitação.

Em primeiro lugar não brigue, não force e não jogue nada fora escondido de um acumulador, o problema pode se agravar e ainda, de quebra, você perde a confiança dele.

Conversas podem ser muito proveitosas. O tipo de abordagem vai depender da idade da pessoa, o tipo de relacionamento que vocês mantém, da reação da pessoa e de todas aquelas sutilezas que são necessárias numa conversa. Lembre-se mais uma vez de não ‘jogar as coisas na cara’. Você pode demonstrar que aqueles brinquedos de 20 anos atrás não tem mais serventia alguma para pessoa e que pode fazer a alegria de muitas crianças. Visitem um orfanato, uma comunidade carente e demonstre a realidade. O acumulador normalmente vê esta situação, sabe que pode ajudar, mas acha que precisa de ‘seus tesouros’ para que tenha suas lembranças. Você pode propor exercícios: fechem os olhos e lembrem-se de cheiros, gostos e sensações que não possuem nenhum objeto atrelado; um segundo exercício pode ser o de guardar um objeto que o acumulador acha que necessita e marcar uma data para devolvê-lo, 1 mês ou mais depois, se ele mesmo perceber, após este período que não precisou do objeto pode ser um grande passo para ele desfazer seu império de quinquilharias.

Proponha-se a ajudá-lo, mas nunca interferira nas decisões do acumulador. Levem os objetos a lugares que o aproveitarão e veja a festa com que serão recebidos ou ainda promovam um bazar de usados e façam planos de multiplicar o valor arrecadado, quem sabe não nasce um empreendimento aí?

  

 Nada disso deu certo ou você acha que seu acumulador é mais teimoso que suas forças? Peçam ajuda de um psicólogo e nunca deixe de lembrá-lo como o espaço livre na casa, nos armários é benéfico para a saúde física e mental, fora que ajudar o próximo lhe faz um bem danado, lhe garanto que quem doa ganha muito mais do que quem recebe. (Eu doei sangue voluntariamente no sábado último e ainda estou sob o efeito desta felicidade, desculpem-me).

 

Boa sorte!!

 

Li é genérica e gosta de acumular somente amigos.

A pedra

No meio do rim tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do rim
Tinha uma pedra
No meio do rim tinha uma pedra

… Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas mijadas tão ensanguentadas
Nunca me esquecerei que no meio do rim
Tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do rim
No meio do rim tinha uma pedra

Enviado por Paulo Paulada

De volta para casa

Há algum tempo eu tenho sentido necessidade de escrever. Não sei se foi o término da faculdade ou a saudade do clima gostoso do Genérico, que a faculdade me afastou um pouco. Falei com DD e este abriu as portas deste espaço novamente para mim.

Quero falar de tudo um pouco, do que vai na minha vida, dicas de organização, artesanato, finanças, atualidades, animais de estimação, enfim o que me der vontade. Para este (segundo) primeiro post eu quero contar um pouco de mim e o que me tornei.

Aos 26, por encontros e desencontros na internet caí no BDL, um grupo musical que nasceu no mesmo ano que eu, que eu já conhecia sem ser fã, porém o que me motivou a continuar naquele espaço, visitá-lo todos os dias, comentar e interagir com os demais leitores foram os textos, causos e poesias ali escritos. Cada um a sua maneira com algo muito bom a dizer. O espaço dos comentários ficou pequeno para nossa algazarra. DD em sua generosidade criou o nosso espaço e convidou cada um a dar a sua contribuição. Escrevi um pouco por lá, porém o ingresso na faculdade e a rotina do trabalho, infelizmente, não me permitiram mais continuar em contribuição assídua.

Aos 31, tornei-me administradora com ênfase em finanças, casada há 2 anos, 4 gatos, um cachorro e apaixonada por organização e afazeres da casa.

Próximo aos 32 pretendo ser uma ‘escrevinhadora’, muito por vontade e muito por orientação/bajulação de um grande amigo Genérico. Pretendo manter um ritmo constante de escritos, porém ainda sem temas pré-definidos, porque afinal pode acontecer alguma coisa engraçada e eu resolver contar. Quem deixaria de contar que seu gato mais novo caiu dentro do vaso sanitário às 6:00 enquanto seu marido fazia seu xixi matinal em troca de um tema pré-definido e menos tragicômico?

                                                                    Jack: campeão em mergulho matinal em vaso sanitário.

*Li é Genérica, mãe de gato e cachorro e administradora